sábado, 5 de junho de 2010

Falha no cartão de memória

Uma falha no cartão de memória e.... puff!! lá se foi o trabalho de três dias no Arquivo Público do Estado de SP. O cartão-furão é exatamente igual ao desta imagem. Cuidado!
Hora de recomeçar, com outro cartão. Ah, se o conteúdo do Estadão estivesse disponível na web, como o da Folha...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mina de ouro

Um dia inteiro pesquisando no Arquivo Público do Estado de São Paulo. Tempo insuficiente para encontrar e fotografar as notícias sobre artes visuais publicadas no Estadão durante a 25ª Bienal, ocorrida em 2002. Ainda faltam a 26ª, a 27ª e 28ª.
Por sorte os jornais são absolutamente completos e estão em ótimo estado. Também pudera: os funcionários vigiam o manuseio dos materiais o tempo todo e intervêm imediatamente se o usuário apoia as mãos sobre a coleção e até se dá uma batidinha com a edição na mesa para ajustar os cadernos. "Quebra as páginas", justificam.
O acervo do Arquivo Público é profundo e variado. Cartas antigas, registros civis, mapas, jornais, revistas etc. Verdadeira mina para pesquisadores. Uma das aquisições mais recentes é a coleção completa do Correio da Manhã, jornal carioca fundado em 1901 por Edmundo Bittencourt, publicado até 1974. Caracterizado por não ter "papas na língua", o Correio da Manhã abrigou nomes como Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Carlos Heitor Cony e Antonio Callado. Também escreveram nele os críticos José Lino Grünewald e Antonio Moniz Vianna - o que o torna relevante para o meu projeto de pesquisa.
Vale a pena visitar o Arquivo. http://www.arquivoestado.sp.gov.br/index.php

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Busca de rumos

Possíveis rumos para a pesquisa, descortinados por mim recentemente:
a) Modernidade Líquida, de Zygmunt Baumann, que registra o desaparecimento da moral sólida, substituída por uma moral que se modifica ao sabor das tensões.
b) Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, para quem o fetiche da mercadoria apresentado por Marx, essência da transformação do SER em TER, avançou para o estágio imagético, o PARECER. Teorizando sobre a produção do espetáculo, Marilena Chauí afirma (em Simulacro e Poder): "a chamada cultura de massa se apropria das obras culturais para consumi-las, devorá-las, destruí-las, nulificá-las em simulacros".

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Precisando ler jornais e revistas antigos? Precisando pesquisar documentos raros? Muita coisa pode ser encontrada no Arquivo Público do Estado de São Paulo, que fica ao lado da Rodoviária do Tietê.
Fui lá ontem e descobri que minha pesquisa no Estadão sobre as Bienais dos anos 2000 será bem mais tranquila do que imaginei inicialmente. A consulta será nas edições de papel, ao invés das versões digitalizadas. E o melhor: poderei fotografar as páginas. Tudo que eu precisava.
Mãos à obra!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Acidente de percurso

Um acidente comprometeu ainda mais meus prazos: perdi dois pen drives contendo toda a pesquisa de material jornalístico. Estava quase completa. Por que dois? Porque, justamente receando perdas, adquiri o hábito de ter uma cópia permanente do pen drive, uma espécie de espelho. Se o backup estivesse num disco virtual, por exemplo, o prejuízo teria sido menor - ínfimo, na verdade, comparado à perda real. Mas enfim: resta trabalhar mais ainda e recuperar o prejuízo.

Conversar sobre o projeto pode trazer resultados surpreendentes

Descobri que falar sobre o projeto de pesquisa pode ser uma boa forma de conseguir ajuda. De quebra, ainda ajuda a amadurecer as ideias. Foi conversando que consegui uma das dicas mais valiosas nesta etapa: uma ideia de encaminhamento para um texto que preciso produzir.
Minha intenção era falar sobre o crítico de arte Gonzaga Duque, que escrevia no Diário do Commércio na virada do século XIX para o XX. Simplesmente um mestre! Entretanto, não estava conseguindo um viés para a abordagem. De repente, num bate-papo, surgiu um caminho que me parece simplesmente ótimo: estabelecer vinculação entre a ÉTICA predominante na época, com a ESTÉTICA e o ESTILO adotado pelo crítico. Isso mesmo! Amarrar tudo.
A ligação é óbvia. Como áreas da filosofia, ÉTICA e ESTÉTICA estão sempre muito próximas. Pode-se dizer que esta traduz aquela, e vice-versa. Sendo assim, o ESTILO do crítico - enquanto opção estética - é meramente uma manifestação do seu tempo.
Parto do princípio de que predominava no Brasil, embora tardiamente, a ética kantiana baseada no racionalismo iluminista, o que explicaria a estética figurativa predominante nas artes da época, marcada por um forte academicismo. Nada mais natural, portanto, que o academicismo seja percebido no texto um tanto barroco do texto literário de Gonzaga Dutra. Simples assim.
Mãos à obra para ver se a tese tem sustentação.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Prazos!

Acadei de descobrir que perdi dois prazos: precisava ter cancelado a matrícula em uma disciplina na UNESP, que não pretendo cursar. Fiz a matrícula por segurança, enquanto aguardava o resultado da seleção na USP e na UNICAMP - matrícula que deveria ter sido cancelada para que as faltas não constem no meu currículo acadêmico. O pior é acabar reprovado em uma disciplina que não cursei. Ainda não sei como resolver isso. Estou enviando e-mail para a Secretaria da pós.
Outro prazo perdido: a entrega do trabalho da disciplina História da Arte II. Ainda estou lendo o livro que dará origem ao artigo sobre a crítica de arte no começo do século, que pretendo escrever. E o prazo já se expirou. Detalhe: o livro a que me refiro, consegui através do curso na UNICAMP. A disciplina com a qual estou em débito, na UNESP, trouxe contribuição pífia para a minha pesquisa. Fruto da minha inexperiência na hora de montar a minha grade curricular. Muito mais, fruto da ausência de informações precisas predominante nos cursos de pós-graduação.
Tudo deve ser decidido pelo aluno, porém as informações são desencontradas, incompletas - isso quando há alguma. Na maior parte do tempo impera o silêncio.
Com tantos problemas para resolver, somados aos desafios profissionais, fica difícil me concentrar na pesquisa. Mas estou confiante. Dará tudo certo!