quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Acidente de percurso

Um acidente comprometeu ainda mais meus prazos: perdi dois pen drives contendo toda a pesquisa de material jornalístico. Estava quase completa. Por que dois? Porque, justamente receando perdas, adquiri o hábito de ter uma cópia permanente do pen drive, uma espécie de espelho. Se o backup estivesse num disco virtual, por exemplo, o prejuízo teria sido menor - ínfimo, na verdade, comparado à perda real. Mas enfim: resta trabalhar mais ainda e recuperar o prejuízo.

Conversar sobre o projeto pode trazer resultados surpreendentes

Descobri que falar sobre o projeto de pesquisa pode ser uma boa forma de conseguir ajuda. De quebra, ainda ajuda a amadurecer as ideias. Foi conversando que consegui uma das dicas mais valiosas nesta etapa: uma ideia de encaminhamento para um texto que preciso produzir.
Minha intenção era falar sobre o crítico de arte Gonzaga Duque, que escrevia no Diário do Commércio na virada do século XIX para o XX. Simplesmente um mestre! Entretanto, não estava conseguindo um viés para a abordagem. De repente, num bate-papo, surgiu um caminho que me parece simplesmente ótimo: estabelecer vinculação entre a ÉTICA predominante na época, com a ESTÉTICA e o ESTILO adotado pelo crítico. Isso mesmo! Amarrar tudo.
A ligação é óbvia. Como áreas da filosofia, ÉTICA e ESTÉTICA estão sempre muito próximas. Pode-se dizer que esta traduz aquela, e vice-versa. Sendo assim, o ESTILO do crítico - enquanto opção estética - é meramente uma manifestação do seu tempo.
Parto do princípio de que predominava no Brasil, embora tardiamente, a ética kantiana baseada no racionalismo iluminista, o que explicaria a estética figurativa predominante nas artes da época, marcada por um forte academicismo. Nada mais natural, portanto, que o academicismo seja percebido no texto um tanto barroco do texto literário de Gonzaga Dutra. Simples assim.
Mãos à obra para ver se a tese tem sustentação.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Prazos!

Acadei de descobrir que perdi dois prazos: precisava ter cancelado a matrícula em uma disciplina na UNESP, que não pretendo cursar. Fiz a matrícula por segurança, enquanto aguardava o resultado da seleção na USP e na UNICAMP - matrícula que deveria ter sido cancelada para que as faltas não constem no meu currículo acadêmico. O pior é acabar reprovado em uma disciplina que não cursei. Ainda não sei como resolver isso. Estou enviando e-mail para a Secretaria da pós.
Outro prazo perdido: a entrega do trabalho da disciplina História da Arte II. Ainda estou lendo o livro que dará origem ao artigo sobre a crítica de arte no começo do século, que pretendo escrever. E o prazo já se expirou. Detalhe: o livro a que me refiro, consegui através do curso na UNICAMP. A disciplina com a qual estou em débito, na UNESP, trouxe contribuição pífia para a minha pesquisa. Fruto da minha inexperiência na hora de montar a minha grade curricular. Muito mais, fruto da ausência de informações precisas predominante nos cursos de pós-graduação.
Tudo deve ser decidido pelo aluno, porém as informações são desencontradas, incompletas - isso quando há alguma. Na maior parte do tempo impera o silêncio.
Com tantos problemas para resolver, somados aos desafios profissionais, fica difícil me concentrar na pesquisa. Mas estou confiante. Dará tudo certo!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pesquisa de notícias na Folha de S. Paulo

Começo este blog um pouco tarde: a coleta de materiais está em andamento. Entretanto, ainda há muito por fazer - o que justifica, mesmo tardiamente, criar este espaço para anotações.

No momento, estou cursando disciplinas nas três universidades estaduais paulistas: UNESP, da qual sou aluno regular, USP e UNICAMP. As áreas também são distintas: Na UNESP, estou nas Artes; na USP, na Comunicação; e na UNICAMP, na Filosofia e Ciências Humanas. Tem sido enriquecedora a experiência de transitar entre instituições e áreas diferentes, cada uma com sua dinâmica de trabalho e com ênfases distintas. As pessoas também são diferentes em cada instituição. As da UNICAMP têm se demonstrado as mais simpáticas. Na UNESP, me sinto em casa. A USP, por enquanto, é uma incógnita. É bom eu me encontrar rapidamente por lá, pois é para onde pretendo ir no próximo patamar, o doutorado.

No momento, estou pesquisando notícias sobre artes visuais publicadas nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo durante as bienais dos anos 2000. A pesquisa no site de busca da Folha de S. Paulo é feita do seguinte modo:
No campo para a palavra-chave, digito ilustrada. No campo Seção, digito Folha de S. Paulo. Esta especificação é necessária para que a busca não me retorne conteúdos da Folha Online, por exemplo, que não constam do corpus da pesquisa. Nos campos para a data, indico o dia e o mês. Tendo à mão o caderno Ilustrada do dia específico, faço uma busca visual pelos títulos das matérias, bem como pelos chapéus, identificando os textos que falam sobre artes visuais e/ou plásticas. Uma vez localizado, abro a página e depois salvo no meu computador, tendo o cuidado de colocar a data da publicação no começo do nome do arquivo.
Posteriormente terei que fazer o mesmo no jornal O Estado de S. Paulo, que não disponibiliza a consulta ao acervo pela internet. Será mais complicado. A pesquisa nos arquivos do próprio jornal custa caro. Não sei quanto, mas no momento, qualquer coisa é cara para mim. Terei que procurar o material em bibliotecas, solução que vai exigir muito tempo disponível.