sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mina de ouro

Um dia inteiro pesquisando no Arquivo Público do Estado de São Paulo. Tempo insuficiente para encontrar e fotografar as notícias sobre artes visuais publicadas no Estadão durante a 25ª Bienal, ocorrida em 2002. Ainda faltam a 26ª, a 27ª e 28ª.
Por sorte os jornais são absolutamente completos e estão em ótimo estado. Também pudera: os funcionários vigiam o manuseio dos materiais o tempo todo e intervêm imediatamente se o usuário apoia as mãos sobre a coleção e até se dá uma batidinha com a edição na mesa para ajustar os cadernos. "Quebra as páginas", justificam.
O acervo do Arquivo Público é profundo e variado. Cartas antigas, registros civis, mapas, jornais, revistas etc. Verdadeira mina para pesquisadores. Uma das aquisições mais recentes é a coleção completa do Correio da Manhã, jornal carioca fundado em 1901 por Edmundo Bittencourt, publicado até 1974. Caracterizado por não ter "papas na língua", o Correio da Manhã abrigou nomes como Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Carlos Heitor Cony e Antonio Callado. Também escreveram nele os críticos José Lino Grünewald e Antonio Moniz Vianna - o que o torna relevante para o meu projeto de pesquisa.
Vale a pena visitar o Arquivo. http://www.arquivoestado.sp.gov.br/index.php

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Busca de rumos

Possíveis rumos para a pesquisa, descortinados por mim recentemente:
a) Modernidade Líquida, de Zygmunt Baumann, que registra o desaparecimento da moral sólida, substituída por uma moral que se modifica ao sabor das tensões.
b) Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, para quem o fetiche da mercadoria apresentado por Marx, essência da transformação do SER em TER, avançou para o estágio imagético, o PARECER. Teorizando sobre a produção do espetáculo, Marilena Chauí afirma (em Simulacro e Poder): "a chamada cultura de massa se apropria das obras culturais para consumi-las, devorá-las, destruí-las, nulificá-las em simulacros".

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Precisando ler jornais e revistas antigos? Precisando pesquisar documentos raros? Muita coisa pode ser encontrada no Arquivo Público do Estado de São Paulo, que fica ao lado da Rodoviária do Tietê.
Fui lá ontem e descobri que minha pesquisa no Estadão sobre as Bienais dos anos 2000 será bem mais tranquila do que imaginei inicialmente. A consulta será nas edições de papel, ao invés das versões digitalizadas. E o melhor: poderei fotografar as páginas. Tudo que eu precisava.
Mãos à obra!